Quem sou

Minha atuação clínica é voltada ao atendimento de adolescentes e adultos, com especial atenção às experiências subjetivas que atravessam a vida adulta e os processos de gestar, parir e tornar-se mãe ou cuidador.

Sou psicóloga clínica, com atuação fundamentada na psicanálise, com especialização em Psicologia Perinatal e da Parentalidade e em Psicologia Hospitalar Obstétrica Perinatal. Meu trabalho é orientado pela escuta do sujeito em sua singularidade, considerando que cada sofrimento carrega uma história e um sentido próprio.

Ao longo da minha trajetória clínica, encontrei na psicanálise um referencial que sustenta uma prática ética, cuidadosa e profundamente respeitosa com o tempo psíquico de cada pessoa. Acredito na potência da palavra e na construção de um espaço terapêutico onde seja possível falar, elaborar e ressignificar experiências.

Na perinatalidade, meu olhar se volta para os atravessamentos emocionais que acompanham o tornar-se mãe, o desejo de maternar, as ambivalências, os lutos e as transformações subjetivas que esse período pode mobilizar. Esse cuidado também se estende à parceria amorosa e à rede de apoio, compreendendo que a chegada de um bebê atravessa emocionalmente todos os envolvidos.

Meu compromisso é oferecer um espaço seguro, acolhedor e profissional, onde o sofrimento possa ser escutado sem julgamentos e com responsabilidade clínica. Também fui voluntária do CVV – Centro de Valorização da Vida, experiência que ampliou e aprofundou minha escuta empática e acolhedora, ao lidar com diferentes formas de sofrimento humano, fortalecendo uma prática clínica sensível, ética e responsável.

Abordagem Psicanalítica

A psicanálise é uma teoria que se fundamenta na escuta da singularidade do sujeito. Mais do que buscar respostas prontas ou soluções imediatas, ela se propõe a compreender os sentidos inconscientes que atravessam pensamentos, emoções, sintomas e relações.

No processo terapêutico, o foco está na fala, na escuta e na construção de um espaço onde o sujeito possa se reconhecer em sua própria história. O tempo da análise é singular e respeita o ritmo de cada pessoa.

A partir da psicanálise, o sofrimento não é tratado como algo a ser eliminado rapidamente e de qualquer forma, mas como um sinal que pode ser compreendido, elaborado e ressignificado ao longo do processo clínico.